quinta-feira, 19 de abril de 2012

Media indonésia e australiana analisam Taur Matan Ruak através do seu passado militar

.

Lisboa, 18 abr (Lusa) -- Os media dos dois principais vizinhos de Timor-Leste, Austrália e Indonésia, identificam o vencedor das eleições presidenciais de segunda-feira em Timor-Leste, Taur Matan Ruak, como um comandante da guerrilha ou um suspeito de crimes de guerra.

As principais páginas na Internet indonésias e australianas revelam pouca atenção ao assunto das eleições presidenciais em Timor-Leste. Nas que dedicam artigos ao acontecimento, frisa-se que os resultados ainda não são oficiais e recorda-se o passado de Taur Matan Ruak, apontado como vencedor.

No jornal australiano Sidney Morning Herald, Michael Bachelard escrevia na terça-feira que aquele que será, "quase de certeza, o próximo Presidente de Timor-Leste", chegou a ser "recomendado para acusação judicial pelas Nações Unidas".

O jornalista recorda que a história do ex-guerrilheiro é "controversa". Em 2006, após um na morte de 38 pessoas e na deslocação forçada de conflito armado que opôs fações do exército e forças policiais, que resultou outras 150 mil, as Nações Unidas abriram um inquérito que recomendava a acusação de Taur Matan Ruak por distribuição de armas a civis. Tal não chegou a acontecer, porque aquele disse ter obedecido a ordens do ministro da Defesa.

Ruak "foi um candidato muito popular, devido ao seu percurso militar, num país que valoriza muito os heróis do passado", embora, de acordo com os dados eleitorais provisórios, a participação dos timorenses tenha sido "desapontadamente baixa".

Michael Bachelard lembra que Ruak, o último comandante militar da resistência timorense e o primeiro comandante das forças armadas timorenses, formadas após a independência, só abandonou a carreira militar em outubro, para disputar as eleições e apareceu em campanha envergando o "uniforme militar".

A página australiana do grupo Sky News compara como Ruak puxou dos seus galões militares durante a campanha eleitoral, enquanto Francisco "Lu Olo" Guterres, o outro candidato que passou à segunda volta, também ele ex-guerrilheiro, tentou esvanecer essa imagem, aparecendo de fato e gravata.

No jornal indonésio Jacarta Globe, Meagan Weymes recorda como Ruak, quando era jovem, "sonhava viajar pelo mundo". A invasão indonésia, em 1975, "abalou essa ambição" e, desde então, Ruak nunca tirou o uniforme militar.

A sua ligação às forças armadas é tão forte, recorda a jornalista, que propôs, se fosse eleito, introduzir o serviço militar obrigatório, apresentando-o como "uma das soluções" para criar emprego para os jovens.

O jornal The Australian noticia apenas, através do seu correspondente em Jacarta, Peter Alford, que Taur Matan Ruak deverá assumir a presidência timorense a 19 de maio e pouco depois fazer o que "é provavelmente o ato mais importante do seu mandato" -- nomear o governo para os próximos cinco anos.

Num artigo de opinião no jornal australiano Sidney Morning Herald, Damien Kingsbury, que foi observador às eleições presidenciais em Timor, sustenta que a votação foi "um teste à estabilidade" do país.

Reconhecendo que "a democracia política não é, nem deve ser, acerca de um indivíduo em particular", o comentador reconhece que "há poucas dúvidas" sobre o "caráter carismático" de Xanana Gusmão. E atribui, por isso, a vitória de Ruak ao "apoio e organização" do primeiro-ministro.

No jornal australiano Brisbane Times, Michael Bachelard vai mais longe e antecipa que "a Austrália pode esperar uma linha mais agressiva do novo Presidente timorense acerca das fronteiras marítimas e dos lucros do petróleo".

SBR.

Lusa/fim.

“Tenho receio das legislativas de Julho”



D. Basílio do Nascimento, Bispo de Baucau, sobre vitória de Taur Matan Ruak nas presidenciais de Timor-Leste

Correio da Manhã – Como analisa a vitória de Taur Matan Ruak?

D. Basílio do Nascimento – Foi uma vitória esperada e penso que será bem aceite pelo povo.

– Não houve incidentes. É um sinal de maturidade?

– De certa forma, sim. Para um país com dez anos, é de assinalar. Agora, tenho receio é das legislativas de Julho.

– Porquê?

– Porque vão ser disputadas por 24 partidos, o que, para um país como o nosso, é um número demasiado grande, e é praticamente certo que nenhum conseguirá a maioria.

– E prevêem-se difíceis coligações pós-eleitorais...

– Não se prevêem fáceis, mas isso também irá depender de quais forem as forças políticas mais votadas e de quantas forem necessárias para fazer uma maioria.

– Como caracteriza Timor uma década após a independência?

– É um país rico com população pobre e muito carente de infra--estruturas.

– Tem sido mal gasto o dinheiro oriundo do petróleo?

– Não direi isso. O que acontece é que Timor tem uma grande escassez de quadros, o que faz com que tenhamos fracas redes de saúde, educação, etc.

– Boa parte dos países com petróleo têm grandes problemas. Pode acontecer isso em Timor?

– Claro que pode, mas eu espero que saibamos aprender com os erros dos outros e tenho esperança de que consigamos evitar situações como as que se vivem em países da África e da América Latina. Estamos a fazer uma corrida contra o tempo, de um país que enriquece rapidamente e cuja independência foi, digamos, inesperada.

– Como está a Igreja em Timor?

– Vivemos uma fase boa. 97% da população é católica e ordenam-se 25 padres por ano.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Cavaco e outros felicitam Taur Matan Ruak por eleição que é mais um passo na História de um país "irmão"

.

Lisboa, 17 abr (Lusa) - O Presidente da República portuguesa felicitou hoje Taur Matan Ruak pela sua eleição como Chefe de Estado de Timor-Leste, considerando que foi mais um passo importante na história de um país que Portugal sente como "irmão".

"Por ocasião da eleição de Vossa Excelência como Presidente da República Democrática de Timor-Leste, quero endereçar-lhe, em nome do povo português e no meu próprio, as mais sinceras felicitações e votos de êxito no desempenho das altas funções a que é chamado a desempenhar pelo povo timorense", lê-se na mensagem enviada por Aníbal Cavaco Silva ao seu homólogo timorense e que foi divulgada no 'site' da Presidência da República.

Considerando que a eleição de Taur Matan Ruak constitui "mais um passo importante na história do povo timorense, que o povo português sente como irmão", o Presidente da República recorda os laços "profundos" que unem Timor-Leste e Portugal, "alicerçados num percurso histórico comum e num combate partilhado pela causa timorense".

"A forma como decorreu todo o processo eleitoral é testemunho eloquente da maturidade de Timor-Leste enquanto Estado de Direito livre e democrático, bem assim como do sentido de responsabilidade e do espírito cívico do povo timorense", sublinha ainda o Chefe de Estado português.

Na missiva, Cavaco Silva manifesta a sua convicção de que os "fortes" laços de solidariedade e de cooperação que unem Portugal e Timor-Leste conseguirão aprofundar-se, tanto no plano bilateral, como no quadro da CPLP e das Nações Unidas.

"Reiterando a Vossa Excelência as minhas calorosas felicitações e na grata expectativa do nosso próximo encontro, em Díli, por ocasião da tomada de posse de vossa Excelência, das comemorações dos Dez Anos da Independência e da visita de Estado que terei a honra de realizar a Timor-Leste, peço-lhe que aceite, senhor Presidente, os votos que formulo pelo seu bem-estar pessoal e pelo progresso crescente do povo timorense" lê-se ainda na mensagem.

O Presidente da República irá deslocar-se a Timor-Leste em maio.

Taur Matan Ruak, ex-chefe das forças armadas timorenses, foi eleito domingo presidente de Timor-Leste, após vencer a segunda volta das presidenciais timorenses.

Segundo os resultados provisórios distritais divulgados pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, o general venceu com 61,23 por cento, derrotando Francisco Guterres Lu Olo, que obteve 38,77 por cento dos votos.

VAM.

Lusa/Fim
.

PR e PM de Cabo Verde felicitam Taur Matan Ruak e elogiam "dignidade" de Ramos-Horta

.

Cidade da Praia, 17 abr (Lusa) - O Presidente e o primeiro-ministro de Cabo Verde congratularam-se hoje com a eleição de Taur Matan Ruak para chefe de Estado de Timor-Leste, deixando também elogios à "dignidade" do Presidente cessante, José Ramos-Horta.

Em declarações separadas aos jornalistas, Jorge Carlos Fonseca e José Maria Neves felicitaram o povo timorense pela forma ordeira e pacífica como decorreram as duas voltas das presidenciais timorenses e manifestaram vontade em aprofundar as relações de cooperação entre os dois países.

"Queria felicitar o novo presidente eleito, Taur Matan Ruak e desejar-lhe muitos sucessos e também o povo de Timor-Leste pelo processo democrático. Foram as primeiras eleições feitas e superintendidas totalmente pelo Governo e pelas instituições de Timor-leste", realçou Jorge Carlos Fonseca.

Por seu lado, José Maria Neves, felicitou Taur Matan Ruak e considerou que o ato eleitoral timorense constitui uma "grande vitória da democracia", sublinhando que contribuiu para a consolidação do Estado de Direito Democrático, para a densificação da sociedade civil e para a afirmação da cidadania em Timor-Leste.

Ambos reiteraram disponibilidade para estarem presentes, se para tal forem convidados, na tomada de posse de Taur Matan Ruak, cerimónia marcada para 20 de maio, data do 10.º aniversário da independência de Timor-Leste.

Sobre o Presidente cessante, Jorge Carlos Fonseca e José Maria Neves consideraram-no uma "grande personalidade", tendo o chefe de Estado cabo-verdiano lembrado o percurso "relevante e importante" de José Ramos-Horta não só na luta de libertação timorense como também no plano das relações internacionais.

"É uma grande personalidade. Sobretudo a sua humildade, generosidade e toda a disponibilidade para trabalhar para o Povo Maubere. Foi muito digna a forma como encarou os resultados das eleições e a sua determinação e vontade em continuar a trabalhar para a consolidação de um Estado de Direito democrático e para a afirmação de uma agenda de desenvolvimento para Timor-Leste", disse, por sua vez, o primeiro-ministro cabo-verdiano.

"É um grande lutador pela liberdade e dignidade do povo maubere e hoje deve merecer todo o reconhecimento dos timorenses e de todos nós que falamos a Língua Portuguesa", concluiu.

Taur Matan Ruak, ex-chefe das forças armadas timorenses, foi eleito domingo presidente de Timor-Leste após vencer a segunda volta das presidenciais timorenses.

Segundo os resultados provisórios distritais divulgados pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, o general venceu com 61,23 por cento, derrotando Francisco Guterres Lu Olo, que obteve 38,77 por cento dos votos.

JSD.

Lusa/Fim
.

Jorge Sampaio saúda presidente eleito

.


Lisboa, 17 abr (Lusa) -- O ex-presidente da República Jorge Sampaio saudou hoje o novo chefe de Estado de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, uma figura "da última geração dos que estiveram no combate", e o "amigo de velha data" José Ramos-Horta.

O ex-chefe das Forças Armadas Taur Matan Ruak venceu a segunda volta das eleições presidenciais de segunda-feira. De acordo com os resultados provisórios distritais divulgados pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral, o general venceu com 61,23 por cento, derrotando Francisco Guterres Lu Olo, que obteve 38,77 por cento dos votos.

Em declarações aos jornalistas, Jorge Sampaio sublinhou a forma como os timorenses participaram nas eleições: "O povo manifestou-se mais uma vez de forma impressionante. Aquelas pessoas votam de facto, o que é extraordinário conhecidas as condições que levaram aquele povo até este momento. Já votam com uma assiduidade que é assinalável e votam de forma impressiva".

Saudando o novo chefe de Estado, que disse conhecer "bem e de há muitos anos", Jorge Sampaio recordou Taur Matan Ruak como uma "figura muito interessante da última geração de pessoas que estiveram no combate e que chega por meios democráticos à presidência".

"É uma pessoa em quem eu tenho muito boas esperanças para a presidência de Timor", disse o ex-governante que era presidente da República na altura do processo de declaração de independência de Timor-Leste.

Jorge Sampaio saudou ainda o presidente cessante, José Ramos-Horta, "um amigo de velha data", sublinhando o facto de ter percorrido "este processo com muita dignidade e com esforço, correndo riscos de vida".

"Espero que continue a dar e certamente dará todo o seu continuado esforço a Timor e também à comunidade internacional. Como vimos foi apontado como mediador para a Guiné[-Bissau] e espero que tenha sucesso numa questão que é muito difícil", recordou.

O Comando Militar na Guiné-Bissau pediu ao chefe de Estado timorense que mediasse a crise no país, onde na quinta-feira um golpe de Estado depôs o Presidente interino, Raimundo Pereira, e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior, cujos paradeiros continuam a ser desconhecidos.

SIM.

Lusa/fim

Fretilin continua a ser incontornável no futuro governo e parlamento - PR


Díli, 17 abr (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse hoje que os resultados provisórios das presidenciais de segunda-feira revelam que a Fretilin (Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente) vai continuar a ser incontornável no futuro governo e parlamento do país.

"Pelo resultado das presidenciais, parece-me que a Fretilin vai continuar a ser incontornável no futuro parlamento, no futuro governo, provavelmente mais do que em 2007. Portanto, a Fretilin não deve ficar excessivamente desapontada porque o resultado foi bom", afirmou à agência Lusa José Ramos-Horta.

Os resultados provisórios distritais divulgados hoje pelo Secretariado Técnico da Administração Eleitoral dão a vitória na segunda volta das eleições presidenciais ao general Taur Matan Ruak com 61,23 por cento.

Francisco Guterres Lu Olo obteve 38,77 por cento.

Segundo o chefe de Estado timorense, tudo indica que a Fretilin continua a ser o partido mais votado no país e o que conta são as legislativas, marcadas para 07 de julho.

"O importante como tenho salientado repetidamente é que todos nós aceitemos o resultado. Há desapontamento, obviamente nas fileiras da Fretilin, mas como eu já disse aos camaradas da Fretilin, não fiquem excessivamente desapontados, porque os resultados também mostram ainda uma base forte, firme da Fretilin", afirmou José Ramos-Horta.

O Presidente timorense considerou também que o atual primeiro-ministro do país, Xanana Gusmão, que apoio a candidatura de Taur Matan Ruak através do Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), partido que preside, mobilizou todos os recursos do Estado, do governo e do partido para apoiar o ex-chefe das Forças Armadas.

"Portanto foi uma luta desigual, porque a Fretilin é um partido e não teve o endosso direto de nenhum outro partido, enquanto o lado do Taur teve toda a máquina do governo e do CNRT por detrás dele", sublinhou.

Segundo José Ramos-Horta, o general Taur Matan Ruak tem agora uma "tarefa grande pela frente", nomeadamente reconciliar-se com a Fretilin e voltar a ter a imagem e o estatuto de neutralidade.

"Recebe de mim um país tranquilo, diferente daquele que eu recebi de Xanana Gusmão em 2007, mas Taur Matan Ruak vai ter de procurar sarar os azedumes, os ressentimentos, as feridas destas últimas semanas", afirmou.

O Presidente timorense deu também um conselho ao general Taur Matan Ruak e ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão.

"O meu conselho quer ao general Taur Matan Ruak, quer ao próprio Xanana Gusmão, é de enterrarem o machado eleitoral e fazerem todo o esforço e com humildade e com honestidade dialogar com a Fretilin", afirmou, sublinhado que aquele partido contribuiu muito para a pacificação do país nos últimos cinco anos.

"Portanto é de todo urgente, aconselhável, que o general Matan Ruak mostre simplicidade, humildade, sentido de Estado, pragmatismo e dê a mão à Fretilin para que possa exercer funções de chefe de Estado", aconselhou.

José Ramos-Horta disse também a Taur Matan Ruak que nos próximos cinco anos vai ter que ser "simples, humilde, fazer sempre um discurso de reconciliação, moderação" e ter "habilidade" para gerir os interesses "enorme e dispares" que existem no país e na região.

MSE.

Lusa/Fim

sábado, 7 de abril de 2012

“Taur Matan Ruak: Maun Lu-Olo Nia Tempo Seidauk To’o, Uluk Iha Ai-Laran Hau Mak Ukun Nia, Agora Mari Alkatiri Mak Sei Ukun Tan Nia”

Dili 05 Abril 2012

Kandidatu Prezidenti da Republika Taur Matan Ruak hateten, oras to’o ona ba kandidatu independente atu ukun rai Timor Leste, wainhira nia eleitu ba Prezidenti da Republika.

Kestaun ne’e hato’o husi kandidatu Prezidenti Taur Matan Ruak, wainhira hala’o nia kampania segunda ronda iha Suku Rao Moko Sub Distritu  Lautem.

Kuarta-feira ne’e (03/04) kandidatu Presidenti Taur Matan Ruak hamutuk ho nia ekipa Vitoria halao kampania iha suku Rao Moko sub Distritu Lautem hodi hato’o programa perioridade ninian wainhira eleitu ba xefe do estado.

Iha Diskursu Taur Matan Ruak hateten, tempo to’o ona atu kandidatu independente ukun rai ida ne’e.

“Presidenti ba periodu 2012-2017 maka Matan Ruak, Fitun Rua, Nomor Rua, Ronda ke dua, tamba saida mak hau hateten ida ne’e? Primeiro, tamba istoria hatudu katak kandidatu independente sempre manan kandidatu ne’ebe mai husi partidu, hau hakarak hateten ba imi katak, Maun Lu-Olo nia tempo seidauk to’o, uluk iha ai-laran hau maka ukun nia, agora hau maka sei ukun tan nia, tamba ne’e, ba imi sira FRETILIN iha ne’e, imi vota ba manu ne’ebe asuwain, labele vota ba manu ne’ebe paisuda ona,” deklara Taur.

Kandidatu ho Numero 2 ne’e mos hatutan, labele ameasa no halo presaun ba povu atu hetan votus, hatetude hirak ne’e halo husi partidu balun ba nia kordenador iha Distritu Baucau no Viqueque.

“Partido kikoan sira ne’ebe foin moris, nia komportamentu kapa’as lahalimar, liu fali partido ida ne’ebe ke istoriku, lideransa istoriku, maibe preman mak dumina, ital abele halo politika hanesan ne’e, ita joga politika ida ne’ebe mak moos, politika ida ne’ebe fo direitu ba ema hotu hili, se de’it mak nia hakarak hili, iha liberdade atu vita ba se de’it, tuir ninia hakarak, ital abele halo presaun, ita  labele ameasa, ita labele sunu, ital abele baku, ne’e la diak, se lori forsa de’it karik Indonesia manan tiha ona ita,” deklara tan Taur.

Antes hala’o kampania Prezidenti, ekipa Vitoria Taur Matan Ruak husu ba povu Sub Distritu lautem atu vota ba kandidatu ho numero rua.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Re: East Timor's Future Without Gusmao


Josh Trindade

By JOSÉ "JOSH" TRINDADE

Dear Tim Anderson,

I read your article (http://newmatilda.com/2012/04/02/east-timors-future-without-gusmao) with great interest. However, your opinions are biased and misleading when you make comments on TMR, XG,CNRT or AMP Govt. I want to counter your arguments in the following:

1. On TMR's Military Uniform:

Fidelis Magalhaes already explained this, but I would like to inform you that the uniform TMR is wearing in his official campaign photograph has been gone through legal process and verified by both Electoral Commission (CNE) and Supreme Court. Means that TMR's uniform is legally accepted. For those who use this matter to attack TMR, meaning that, if they are at war, they are already run out of ammunitions to fire and there is nothing more they can use to attack TMR. Also, it is clear that this a FALINTIL uniform, not the current F-FDTL uniform. Thirdly, you only mention Ramos Horta who criticize this uniform and did not mention the fact that it is Mr. Mari Alkatiri (if I am not wrong) who started this and is still doing it (read here: http://timorhauniandoben.blogspot.com/2012/04/fidelis-nee-politika-provokativu-mari.html). You failed to note that, at the end, Mr. Horta declared neutral in the second round presidential election.

2. On Your Prediction on parliamentary election result:

You said that, "the most likely parliamentary outcome seems a Fretilin-led coalition. Fretilin has always been the largest party. The only reason they were excluded from government in 2007 was that Mr Gusmao managed to unify other groups against them". I found this very interesting and bias. Why? You did not mention the fact that FRETILIN won majority seats in Constituent Assembly and made themselves as parliament. They are single ruling party with majority seats during that time. Which also means that, running a government with majority seats (single party) is a lot easier compare to running a coalition government like AMP, the one XG is doing now. I am not trying to come up with an excuse, but this is what it is. Secondly, if FRETILIN failed to run a FRETILIN Government in the past and survive only four out of five years, how they will manage a coalition Government with other different political parties in the coming election? Managing a coalition I think already a challenge for FRETILIN, how they will run the country? I hope you understand the difference and the dynamics between running a coalition and a single party Government. You also forgot to mention that, if we look at the experience of both FRETILIN and CNRT, the later already running the country for five years and the former only have four years experience. You also failed to point out that, even though a coalition government like AMP is not easy, but XG manage to run the country until the new election. Don't you think this is an achievement in Timor-Leste? XG survived for the whole period and it was a difficult one because he has to pleases all the parties in the coalition, to ensure the Government from collapsing. You also pointed out some failure in AMP Gov in the last five years, but can you compare the list with the four years FRETILIN Government? However, you also mention that, " Mr Gusmao managed to unify other groups against them [FRETILIN]". I am so disappointed with this 'short' statement. I was expecting you to expand this statement and add that, if XG manage to pull a coalition together in 2007 where he only just established CNRT for two months, it is a great achievement in Timorese political arena. In summary, CNRT has survived longer (5 years) with a complex coalition Government (AMP) while FRETILIN survived (4 years) only, with absolute majority Government. Which one is more qualified?

If you want to understand about the capacity and the ability of CNRT, it is very easy. Look at it this way, "almost all FRETILIN weaknesses are CNRT strengths". Why? FRETILIN created CNRT, their own enemy/rival and it is a tough one. CNRT will never exist, if FRETILIN can run the first Government smoothly and it seems their dream to rule for 50 years was very realistic, but.... Furthermore, FRETILIN members declared themselves as the liberator of the country and publicly exclude those they called "otonomista/pro-indonesia", while CNRT members include all those "otonomista/pro-indonesia", as long as they did not commit any crime in '99. CNRT did the right thing, because as a party, they need members/voters who can vote for them to run the government, as long as they can vote. In comparison, FRETILIN did the opposite, they define themselves 'exclusively' and exclude and put as far away as possible those they consider as "otonomista/pro-indonesia" and they got about 30% voters left in their hands.

Also, why is that FRETILIN voters declined rapidly from 2001 to 2007 as TMR mention in Bucoli? Why?

3. On XG's Government Legacy:

I am not convinced in this section at all and was very surprised by the way you misunderstood XG's capacity and ability. You pointed out AMP Govt weaknesses but also did not compare it to what FRETILIN did before. I would like to see the differences.

4. On Challenges for a new government:

I fully agree with this section of your article, but I can come up with something completely different than yours (as Timorese) if I want.

Obrigado.

Josh Trindade

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Lu-Olo Rekunyese “Ema Hotu Halo Funu, Laos Fretilin mesak”


Tersa-Feira, 03 Abril 2012
Written by: A Barbosa


Kandidatu Prezidenti Republika, Dr. Francisco Guterres Lu-Olo hateten funu ne’e la’os Fretilin ka ema ida ka rua de’it mak halo, maibe kontribuisaun husi povu tomak nian. Deklarasaun ne Lu-Olo halo bainhira halao kampanha iha Maubisse iha Sabadu (31/03) liu ba.

Nia rekunyese katak laos Fretilin mesak mak funu, maibe ema hotu mak halo funo hodi ita ukun aan. “Se povu mak la apoiu no la fo ai han mai ami, ami mate mohu iha ailaran, tamba ne’e, la’os ema nain ida ka rua mak halo,” Lu-Olo deklara asuntu ne’e iha nia kampania ba da ruak iha Sub Distritu Maubise, Distritu Ainaro, Sabadu (31/03)

Nia esplika, funu hasoru invazores involve husi ema hotu ne’ebe maka koloka iha frente armada maka forsa FALINTIL, Frente klandestina husi povu, frente diplomatika ne’ebe mak defende rai no povu iha internasional, nune’e iha tinan 1999 interfet tama mai Timor-leste. "Ne duni laiha ema ida, inklu ita hosi Fretilin mak halo funu mesak, tanba ema seluk mos halo funu ba rai ida ne", tenik Lu-Olo.


Iha okaziaun ne’e, Lu-Olo informa, kuandu sai Prezidenti Republika, nia sei garante paz no estabilidade, nia sei la fahe povu ba Loromonu no Lorosa’e hanesan lider masimu balun halo iha krize 2006. Lu-Olo mos akuza hodi dun-matak katak“Iha tinan 2002, povu hili ona Xanana sai Prezidenti Republika, maibe fahe fali povu ida ne’e ba loromonu no lorosa’e, tamba ne’e, halo ferik no katuas no labaraik sira tenki ba tur fali iha lona hokos,” dehan nia.

Mari Alkatiri durante ne'e hamutuk ho vice Presidente Fretilin Arsenio Bano hatete katak Fretilin mesak mak halo funu, no ema seluk iha Timor laran ne tur kruza liman deit. Mari Alkatiri hatete fila-fila katak sira mak halo funu, enkuantu nia  aan rasik durante 24 anos hela iha Mocambique, hetan uma gratis hosi estado lori Timor nia naran, eskola to sai doutor iha universidade, han diak, hemu diak ho ossan governo Mocambique nian, no hakiak koelho iha uma, hodi haluha tiha Independensia.

Lu-Olo mos protesta farda militares ne’ebe uza husi Kandidatu Taur Matan Ruak hamutuk ho Xanana hodi hatudu liman fuan rua ba leten, Lu-Olo akuza katak "intensaun klaru ona katak atu halo ditadura, tamba sira nain rua (TMR ho Xanana) dehan kuandu hamutuk sei sapu rata (dasa)".

Militante Partidu sira seluk, hanesan ASDT, PDN (Partidu Dezenvolvimentu Nasional (PDN) mos deklara iha kampania Maubesi hodi fo apoiu ba Lu-Olo, Partisipa iha kampania ne’e make Prezidenti KOTA Manuel Tilman, Maria Do Ceu, Angelita Pires no Prezidenti Partidu Trabalista Angela Freitas, Reprezetante Bloku Proklamador Hermengildo ‘Kupa’ no selu-seluk tan.

Lu-Olo hakarak tur iha Palasiu Prezidenti ne’ebe la mai husi rejultadu ameasa, manipulasaun no manobra.


Mais tuir Clementino Simenes, sidadaun ida hosi Laga katak "Lu-Olo rasik haluha katak nia militantes sira ameasa no baku militantes CNRT ho apoiantes Taur Matan Ruak nian iha Baucau, Watolari ho fatin seluk tan". Fretilin ida Lu Olo ho Mari Alkatiri lidera ne'e "halo violasaun barak no halo atakes pessoais ba kandidatu seluk, maibe sira haluhan aan tiha, katak sira mak fonte instabilidade iha Timor", tenik Clementino.

Clementino garante katak, povo Laga sei fo konfiansa nafatin ba Taur Matan Ruak, atu bele manaan no sai Presidente da Republika 2012-2017 (Ver).